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16 de julho de 2012 11:19

Futebol brasileiro em alta: o Brasil é a bola da vez

Por Anderson Marin

O futebol brasileiro vive um momento histórico e singular em sua trajetória com mais de 100 anos de idade.

Pela primeira vez, o Brasil passa a ser melhor observado por estrelas do futebol mundial, não apenas as estrelas brasileiras, que, diga-se de passagem, também começam a olhar com mais carinho para o país onde nasceu.

Até a década de 70 os grandes carques do Brasil atuavam, em sua maioria, no nosso país. Mas, alguns já começavam a arriscar a vida na Europa.

Dos anos 70 para cá, o futebol brasileiro presenciou um verdadeiro êxodo de atletas para os mais diversos destinos: Espanha, Itália, Portugal, Inglaterra, Alemanha, México, Estados Unidos, Grécia, Polônia, Ucrânia, Qatar, Coréia do Sul, China, Uzbequistão, Angola, Arábia Saudita…

Jogadores medianos recebiam propostas milionárias e não pensavam duas vezes em deixar o Brasil.

Mas, o cenário começa a ser revertido.

Seja por causa da crise econômica europeia, seja por uma melhor administração dos clubes brasileiros, o processo de venda de jogadores tem começado a mudar.

Os valores para negociar um atleta de time brasileiro para o exterior subiram muito.

Assim como os salários oferecidos pelos clubes do Brasil.

Ver Neymar ganhando três milhões de reais por mês no Santos era algo inimaginável até alguns anos atrás.

Não importa que apenas uma parte desse vencimento seja pago pelo clube e o restante por patrocinadores, o fato é que hoje os craques brasileiros podem receber salários tão bons quanto na Europa, a ponto de atleta reclamar por ganhar “apenas” R$ 150 mil por mês.

E o negócio ficou tão bom que os craques brasileiros começaram a ficar no Brasil, como Lucas, Oscar e Neymar.

Não bastasse isso, alguns grandes jogadores começaram a retornar ao país de origem, como Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Fred, Vagner Love, Deco e Adriano.

Claro, nem sempre os que voltam brilham novamente como no início de carreira. Mas o retorno de mídia, de público e até mesmo de qualidade do futebol é perceptível.

É tão perceptível, que agora craques de outras nações passam a desembarcar em massa no país.

Quem imaginava, há alguns anos, que o Brasileirão fosse ter em campo, numa mesma rodada, Seedorf, Ronaldinho Gaúcho, Deco, Forlán, DAlessandro, Neymar, Oscar, Vagner Love, Fred, Juninho Pernambucano, Dida, Valdivia, Rafael Sóbis, Ganso, Paolo Guererro, Leandro Damião, Juan Martinez, Rogério Ceni, Luis Fabiano, Juan, Jádson, Montillo, Kleber “Gladiador”…

Fora jogadores mais rodados mas com menos fama, como Mancini, Cicinho, Hugo, Denílson, Kleberson, Henrique, Fábio, Victor, Marcelo Moreno, “Roger Secco”…

O futebol brasileiro tem que aproveitar o momento para se reorganizar e se desenvolver mais, se fortalecer como um dos campeonatos mais fortes do mundo (é o mais disputado, mas é tão bagunçado que acaba atrapalhando o reconhecimento mundial).

Os administradores dos clubes devem aproveitar para fazer os clubes lucrarem mais e diminuirem suas absurdas dívidas, fortalecerem a marca dentro e fora do país, criar ações de marketing que atraiam mais investidores, jogadores e torcedores.

A hora é agora.

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