31 de agosto de 2012 07:13

Eu sei!

Por Débora Carvalho

Antes de me casar, ganhei o meu primeiro livro do Augusto Cury. A princípio, não vi propósito na leitura cujo título era: “Pais brilhantes, professores fascinantes.” O presente foi de um amigo da família, o professor Guy José Leite, dono da escola e faculdade Alvorada Plus. É que, após um teste de perfil profissional, o Guy achou que eu tinha perfil para professora universitária: “Executivo de metas com foco em gestão de pessoas.” Eu achei nada a ver a ligação. Não aceitei o convite para estudar Pedagogia, nem Letras, mas fiquei muito lisongeada quando ele disse: “Um dia ainda quero que você trabalhe comigo!” 

Ok. O tempo passou. Me casei. Três anos depois chegou a Lara. O livro guardado. Quando a menina completou um ano, começou a me surpreender demais com suas palavras e com sua criatividade para conseguir o que deseja. Me lebro que com um ano e sete meses, queria meu batom. Não deixei pegar pois ela já havia destruído alguns. Estava de saída. E ela:

– Batom, qué batom! (passando o dedinho na boca para mostrar onde queria o batom)

Então, consegui terminar de passar o produto na boca e guardei o bastão na bolsa. E ela calou-se e:

– Passou o dedo na minha boca e em seguida passou na boca dela.

Fiquei tonta. Não sabia se ria, se elogiava, se chorava. Bobagem? Talvez. Mas foi aí que descobri que mesmo antes de completar 2 anos, estava na hora de eu ensinar mais do que sim e não para minha filha.

Pesquisando na internet, encontrei o tal título do Augusto Cury. Procurei. Encontrei. Comecei a ler. Foi incrível! Já estou lendo pela quarta vez e não me canso. Queria conseguir decorar página por página. 

Comecei a praticar os conceitos do livro. E não é que funciona? Fantástico! Me empolguei! Tanto que até me deu vontade de faze mais uma faculdade. Adivinha qual? Pois é. Pedagogia. Pedagogia tem muito mais de administração, psicologia e criatividade do que eu jamais poderia imaginar. Pedagogia é gestão. Só que o foco não é financeiro. Tem mais a ver com vida de verdade. Estou encantada.

E o professor Guy já sabia disso anos antes dessa experiência.

Mas o que eu queria mesmo compartilhar é a alegria que senti ontem, quando estava redigindo uma notícia para publicar, quando consigo ser jornalista, e a filhota se aproximou perguntando:

– Tá tabalhando, mamãe?
– Tô trabalhando.
– Hum, tendi!
(dei-lhe um abraço e um beijo)
– Te amo, Lara!
– Eu sei!

Como assim? Eu sei? Até outro dia ela respondia:
– Te amo, mamãe!

Então senti uma alegria tão profunda. Com apenas dois anos e três meses ela já sabe que é amada. E quem me ensinou a deixar isso bem claro foi o Augusto Cury naquele livro que demorei tanto para sentir necessidade de ler.

Tô aprendendo, Cury. “Bons pais dão presentes aos seus filhos. Pais brilhantes dão a si mesmos.”  

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