28 de julho de 2014 11:39

Cortadores de cana vão mudar material de trabalho

Novas luvas passarão a ser obrigatórios em julho de 2015

Por Edvaldo Júnior

partir do dia 26 julho, todas as pessoas que trabalham no corte manual da cana-de-açúcar deveriam começar a utilizar luvas com certificado de aprovação emitido de acordo com regulamento técnico anexado à Portaria da Secretaria de Inspeção do Trabalho nº 392.

Contudo, uma nova Portaria (nº 440) publicada no Diário Oficial da União no dia 24 de julho, prorrogou a medida para julho de 2015.

De acordo com a advogada trabalhista da IOB, do Grupo Sage, Clarice Saito, atualmente estão sendo utilizadas para a certificação desses produtos as normas europeias EN 420 (requisitos gerais para luvas de proteção) e EN 388 (luvas de proteção contra riscos mecânicos), as quais estabelecem níveis de desempenho para alguns requisitos mecânicos, tais como abrasão, rasgamento, corte e perfuração.

“No entanto, os níveis das luvas com normas EN 420 e EN 388 não garantem a segurança exigida. A partir do próximo ano, o equipamento deve conter características que protejam a mão do usuário contra riscos existentes durante a atividade executada, prevenindo acidentes e minimizando a ação nociva de agentes externos durante o uso”, informa Clarice.

A luva de proteção deve ser projetada e fabricada de modo que o cortador de cana possa realizar a atividade de maneira segura. “Isso quer dizer que o uso da luva não deve forçar o trabalhador a fazer esforços adicionais para segurar o objeto que ele manipula, a fim de evitar dor, desconforto ou problemas musculares.”

Além disso, a especialista comenta ainda que a luva não deve ter costuras externas ou material sobressalente na palma da mão, de forma a não dificultar o manuseio do facão, da cana ou outros objetos.

O tamanho da luva deve ser proporcional ao tamanho da mão, mas tendo em vista que não existem dimensões pré-determinadas, o fabricante deve disponibilizar pelo menos aqueles definidos na Portaria nº 392, do tamanho 6 ao 11, que levam em consideração a circunferência e o comprimento da mão em milímetros.

“Vale lembrar que a atividade de corte de cana-de-açúcar no Brasil, em geral, é realizada sob forte exposição ao sol e ao calor, sujeitando os trabalhadores à transpiração e, logo, suor nas mãos. Dessa forma, os materiais utilizados para a confecção da luva devem permitir a transpiração”, finaliza a advogada da IOB, Clarice Saito.

*Clarice Saito é advogada trabalhista da IOB, do Grupo Sage  

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