03 de janeiro de 2011 12:08

Pesquisa da Embrapa estimula o uso de sal em inseticidas

O baculovirus tamb

Por Rafael dos Anjos

Muito popular nos anos 80 o processo de associação do sal de cozinha aos inseticidas era utilizado em mais de 2 milhões de hectares pelo Brasil, segundo estimativas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Atualmente o processo atinge apenas 200 mil hectares e foi deixando de ser usado devido ao surgimento de mitos sobre sua eficácia. Pesquisadores da Embrapa Soja aderiram a essa prática na área experimental do projeto Lavouras do Brasil, em Londrina, no Paraná.

Percevejos serão combatidos com auxílio do sal de cozinha.

Para o pesquisador da Embrapa Adeney de Freitas Bueno, o medo do produtor está relacionado a dois fatores principais. A possível ferrugem dos equipamentos, devido ao uso do sal e a atração dos percevejos para a lavoura, mito desmentido pelo pesquisador.

“O sal de cozinha potencializa a ação do inseticida porque os percevejos ficam mais tempo nas folhas salgadas e, assim, mais tempo também em contato com o inseticida. Por essa razão, o sal permite reduzir em até a metade a dosagem do produto químico”, explica Bueno.

Outro processo para combater as pragas, pesquisado pela Embrapa, é o baculovirus, um inseticida biológico que previne o ataque de lagartas e é produzido a partir da própria praga infectada o que também ajuda no combate de outros tipos de infestações.

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