22 de junho de 2014 14:41

59% das pessoas associam Alzheimer a envelhecimento

71% da população mundial acha que o governo deve ajudar a encontrar cura ou prevenção

Por Edvaldo Júnior

O Alzheimer é uma doença fatal e progressiva que afeta pelo menos 44 milhões de pessoas no mundo todo, apesar de ser pouco compreendida. De acordo com uma pesquisa realizada pela Alzheimer’s Association em 12 países, 59% dos entrevistados acreditam erroneamente que o Mal de Alzheimer seja um elemento comum do envelhecimento; 40% não acreditam que a doença seja fatal. Durante o mês inaugural da ‘Conscientização sobre o Mal de Alzheimer e o Cérebro’, em junho, a Alzheimer’s Association dá início a um diálogo mundial sobre a crise da doença, pedindo que pessoas do mundo todo usem o cérebro para combater a doença.

A pesquisa – realizada na Austrália, Brasil, Canadá, China, Dinamarca, Alemanha, Japão, Índia, México, Nigéria, Arábia Saudita e Reino Unido – constatou que 37% dos entrevistados acreditam erroneamente que seja preciso ter histórico familiar do Mal de Alzheimer para que se corra o risco de manifestá-lo. O relatório Fatos e Números sobre o Mal de Alzheimer, da Alzheimer’s Association, lançado em março, descobriu que cerca de 1/4 (24%) dos norte-americanos têm a mesma crença errônea de que o avançar da idade representa o maior fator de risco do Mal de Alzheimer.

“O Mal de Alzheimer é uma doença devastadora que furta pouco a pouco a independência e, posteriormente, a vida”, conta Harry Johns, presidente e diretor executivo da Alzheimer’s Association.

“Infelizmente, o Mal de Alzheimer não tem limites. Todas as pessoas que têm cérebro correm o risco de ter Mal de Alzheimer. É por isso que todas as pessoas que têm cérebro precisam participar da luta contra a doença”.

Apesar da falta de compreensão sobre a gravidade do Mal de Alzheimer, ela ainda é uma das doenças mais temidas. Interrogados sobre qual doença ou problema de saúde mais temiam contrair, 1/4 dos entrevistados apontou o Alzheimer (23%), que ficou atrás apenas do câncer (42%). Interrogados sobre qual doença ou problema de saúde mais temiam contrair, 1/3 dos entrevistados do Japão (34%), Canadá (32%) e Reino Unido (33%) responderam Alzheimer. Quando as prioridades de saúde eram levadas em consideração, 96% dos entrevistados responderam que ser autossuficiente e não depender dos outros – algo inevitável com o avanço do Mal de Alzheimer – são fatores importantes. Também apontaram como importante a possibilidade de conseguir pagar por cuidados de longo prazo (88%) e cuidar de pais idosos em casa (86%). Preocupações como essas são quase universais. 98% dos norte-americanos consideraram importante ser autossuficiente e não depender dos outros, assim como conseguir cuidar de pais idosos em casa (91%) e pagar por tratamento de longo prazo (89%), de acordo com o relatório Fatos e Números da Alzheimer’s Association.

Fonte: Ascom

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