11 de abril de 2017 08:30

Greve paralisa circulação de duas linhas da CPTM

A decisão foi tomada na noite dessa segunda-feira (10)

Por Redação

Uma greve de funcionários prejudica a circulação de trens das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A decisão, tomada na noite dessa segunda-feira (10) pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, ocorre devido a falta de acordo em relação ao pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2016.

Na manhã desta terça, a linha 7-Rubi funciona com velocidade reduzida entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato. O trecho entre Francisco Morato e Jundiaí é realizado por uma operação especial de ônibus. Já a linha 10-Turquesa tem sua operação suspensa em todo o trajeto.

Uma nova reunião está marcada para às 15h para decidir se a greve será estendida pelos próximos dias.

Em nota, a companhia classificou a paralisação como arbitrária. Confira a íntegra:

“Mesmo com pagamento do PPR garantido, sindicato das linhas 7 e 10 deflagra greve.

Os sindicatos das linhas 8, 9, 10, 11 e dos Engenheiros não aderiram à paralisação.

A CPTM considera irresponsável a decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de S. Paulo, representante dos empregados das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, de paralisar a prestação dos serviços, a partir da meia-noite do dia 11/04.

O pagamento da segunda parcela (50%) da PPR 2016 dos empregados será efetuado no dia 16/06/2017, com valor corrigido pelo índice IPC-Fipe acumulado nos meses de abril e maio deste ano, evitando qualquer prejuízo financeiro aos seus colaboradores.

Mesmo após esse esforço financeiro, na assembleia realizada na noite desta segunda-feira (10), o sindicato das linhas 7 e 10 decidiu pela greve.

A Companhia lamenta a decisão arbitrária e espera que os empregados das linhas 7 e 10 atuem com bom senso, considerando a responsabilidade de garantir a prestação de serviço aos quase 780 mil usuários que utilizam diariamente os trens a para chegar ao trabalho, a escola, ao médico, a rede hospitalar, entre outros inúmeros compromissos assumidos.

Em cautelar ajuizada pela CPTM, visando garantir a operação do sistema, o desembargador e vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região determinou no caso de deflagração da greve que os empregados mantenham pelo menos 75% da operação nos horários de pico (das 4h às 10h e das 16h às 21h). Esse percentual deve ser aplicado a todos os serviços de operação de trens, notadamente maquinistas, pessoal de estações, segurança, manutenção e operação, o que não garantirá a operação total da Companhia.

Em relação aos demais horários, o percentual mínimo foi de 60% desse contingente de empregados. Ainda, de acordo com a liminar, os trabalhadores não poderão liberar gratuitamente as catracas para os usuários. O descumprimento da liminar implicará o pagamento de multa diária de R$ 100 mil.

A direção da CPTM ressalta que buscou todas as formas e alternativas no sentido de chegar a um acordo com as entidades sindicais envolvidas e, assim sendo, espera que seus empregados adotem postura responsável em favor da continuidade dos serviços prestados à população.”

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