21 de julho de 2016 17:11

Grupo que planejava ataque era amador, diz ministro

Segundo Jungmann, suspeitos são acompanhados sistematicamente

Por Redação

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, falou nesta quinta-feira (21) sobre a operação da Polícia Federal que prendeu um grupo suspeito de planejar atos terroristas durante a Olimpíada do Rio. Segundo Jungmann, há outros grupos, mas este passou da fronteira da “conversação para o preparativo”, e se trata de um “ato isolado”.

Ainda segundo o ministro, o grupo já vinha sendo monitorado e que a organização dos presos é “de um amadorismo, de uma porralouquice”, pedindo desculpas pelo termo.

“Vocês chegaram a ver o vídeo deles? Não sei se chegaram a ver. Mas é de um amadorismo, me perdoem o linguajar um tanto vulgar, mas, de uma porralouquice. Porque, de fato, é um grupo que não tem, digamos assim, nenhuma tradição, algo que você pudesse ter um preparativo histórico, eram jovens”, comentou.

No entanto, ele fez questão de ressaltar que os suspeitos já vinham sendo monitorados e que as prisões se deveram ao fato de terem ultrapassado um limite.

“Nós já recebemos dados e informações desse grupo há algum tempo, o último informe há dois dias. Havia e há um acompanhamento sistemático desses grupos. O que aconteceu é que este grupo, que vinha tendo uma relação através da internet, do [aplicativo] Telegram, passou daquela linha de giz que nós não admitimos que ninguém passe: eles começaram a fazer preparativos para um ato terrorista”, relatou o ministro, fazendo coro à afirmação do colega da Justiça, Alexandre de Moraes, que falou em “atos preparatórios” do grupo.

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