20 de janeiro de 2014 12:41

The New York Times destaca ‘rolezinhos’ em shoppings brasileiros

Apelidado pelo jornal de little strolls, o fenômeno é descrito como uma ruidosa excursão de jovens da periferia por shoppings

Por Redação

O “The New York Times” repercutiu em sua versão online neste domingo (19) os rolezinhos em shoppings brasileiros. Apelidado pelo jornal de little strolls, o fenômeno é descrito como uma ruidosa excursão de jovens da periferia por shoppings. O jornal, que já havia publicado um artigo da colunista da Folha, Vanessa Barbara, sobre os ‘rolezinhos’, credita os eventos à ascensão social vivida no Brasil.

“Chamado rolezinhos na gíria das ruas de São Paulo, os encontros turbulento pode ir além de meros flash mobs para tocar em questões de espaço público e direito em uma sociedade em que os padrões de vida para os pobres melhoraram e classes sociais estão em fluxo”… “[os encontros] geralmente envolvem jovens correndo ao subir e descer escadas rolantes, uma boa dose de gritaria, namoro e cantos de funk”, publicou “The New York TImes” em sua página na internet.

A publicação ressalta que comerciantes e até ao governo federal tem temido o aumento dos eventos. No entanto, as autoridades brasileiras estariam sendo cuidadosas ao avaliar medidas de reação aos rolezinhos, já que alguma atitude repressiva da polícia poderia ampliar ainda mais o tamanho das concentrações, o que já ocorreu nos protestos do meio de 2013.

O jornal informa que em um dos casos, houve reação truculenta da polícia com bombas de gás e balas de borracha para dispersar mais de 3 mil pessoas no Shopping Metrô Itaquera.

A matéria relata ainda que a repressão aos rolezinhos acendeu a discussão sobre racismo no país, uma vez que grande parte de seus integrantes são jovens negros.

O crescimento da discussão tem provocado a adesão de outros grupos politizados a um fenômeno que antes não tinha tons políticos. “Centenas de membros do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, tentaram organizar seu próprio rolezinho na quinta-feira em dois shoppings de São Paulo, mas tiveram sua entrada frustrada pelos seguranças.

Enquanto isso, os adolescentes que iniciaram os rolezinhos se dizem surpresos com a resistência causada. “Nós só queremos nos divertir () para mim, não é algo político. Eu só vou para encontrar pessoas”, disse ao jornal Letícia Gomes, 15.

*As informações são da Folha de S.Paulo

Comentários

*Todos os comentários são moderados. Isso quer dizer que nós lemos todas opiniões e damos preferência para aquelas que agregam mais informação, que tenham personalidade e que não ataquem o autor ou outros leitores do site. O seu email não será publicado ou comercializado.*