17 de abril de 2017 08:28

Emílio Odebrecht diz que propinas continuaram após início da Lava Jato

Afirmação do dono foi feita em delação premiada

Por Redação

Em delação premiada, o dono da Odebrecht, Emílio Odebrecht, afirmou que a empreiteira deu continuidade à distribuição de propinas e de dinheiro para caixa dois de políticos por pouco mais de um ano depois que a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) começaram os trabalhos da Operação Lava Jato, em 2014.

O engenheiro disse ainda que os atos cometidos pela construtora só terminaram quando o então presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, foi preso, em junho de 2015. Naquele momento, Emílio substituiu temporariamente o filho no comando do grupo e teria ordenado que pagamentos de propina e caixa dois fossem interrompidos.

Um dos exemplos usados por Emílio Odebrecht foi um caso envolvendo Duda Mendonça. A empreiteira se comprometeu a pagar uma dívida com o publicitário referente a três campanhas eleitorais. Para isso, ficou acertada a compra de um terreno de posse de Mendonça com valor superfaturado. O pagamento acabou suspenso antes que o valor total fosse quitado e o publicitário acabou ficando com a posse do terreno, que ainda estava em seu nome, e com o montante já desembolsado pela empresa.

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