13 de janeiro de 2017 16:43

PF: Geddel e Cunha facilitavam crédito da Caixa em troca de propina

Ex-ministro foi alvo de operação nesta sexta-feira (13)

Por Redação

O ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) atuava “em prévio e harmônico ajuste” com o ex-presidente da Câmara, deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para facilitar a liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal a empresas e, em troca, receber propina. E o que revela o relatório da Polícia Federal apresentado nesta sexta-feira (13).

Geddel foi alvo da operação, batizada de Cui Bono, deflagrada para apurar um esquema de fraudes na liberação de créditos junto à Caixa entre 2011 e 2013. Ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa no período investigado pela PF. Operação foi baseada em informações encontradas num celular que estava na casa de Cunha.

As investigações apontam que eles forneciam informações privilegiadas às empresas e aos outros integrantes do que o Ministério Público Federal chama de “quadrilha”.

“Consta dos autos que, valendo-se do cargo de Vice-Presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, [Geddel Vieira Lima] agia internamente, em prévio e harmônico ajuste com Eduardo Cunha e outros, para beneficiar empresas com liberações de créditos dentro de sua área de alçada e fornecia informações privilegiadas […] para que, com isso, pudessem obter vantagens indevidas junto às empresas beneficiárias dos créditos liberados pela instituição financeira”, diz o documento.

Segundo o juiz Vallisney de Souza Oliveira, a Polícia Federal aponta que o “grupo criminoso” também era formado pelo ex-vice-presidente da Caixa e delator da Operação Lava Jato, Fábio Ferreira Cleto, e pelo doleiro Lúcio Funaro, que está preso e é réu na Lava Jato.

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