11 de junho de 2016 07:45

PGR faz terceira denúncia contra Cunha ao STF

Suspeita é de propina de R$ 52 mi em obra no Rio

Por Redação

A Procuradoria-Geral da República apresentou nessa sexta-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma terceira denúncia contra o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato.

A denúncia, que foi apresentada sob sigilo, diz respeito ao suposto envolvimento do parlamentar em desvios nas obras do Porto Maravilha no Rio de Janeiro. A acusação s4e baseia nas delações premiadas dos empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia.

Em nota, Cunha desmente “qualquer recebimento de vantagem indevida de quem quer que seja, assim como qualquer relação com as contas denunciadas e desafio a comprovarem”.

O deputado afirmou ainda que estranha a “seletividade” do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e diz que não foi ouvido durante a investigação e que, por isso, não teve “a oportunidade de rebater os fatos”.

A suspeita é de que Cunha tenha solicitado e recebido propina do consórcio formado por Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia – que atuava na obra do Porto Maravilha – no montante de cerca de R$ 52 milhões.

Cabe o ministro responsável pela Operação Lava Jato no STF, Teori Zavascki, notificar Cunha para que ele apresente a defesa. Depois, o Supremo terá de decidir se, em razão da denúncia, ele se tornará réu ou não.

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