21 de maio de 2016 19:58

Temer decide recriar o Ministério da Cultura

Presidente interino virou alvo de críticas da população

Por Redação

temerO ministro da Educação, Mendonça Filho, anunciou neste sábado (21) que o presidente interino Michel Temer vai recriar o Ministério da Cultura e rever a fusão da pasta com a da Educação, que formariam o MEC (Ministério da Educação e Cultura). Segundo Mendonça Filho, Temer confirmou o atual Secretário Nacional de Cultura, Marcelo Calero, como o novo ministro da Cultura.

A medida provisória que trata da recriação da pasta será publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira (23). A posse de Calero está prevista para terça-feira (24).

“Conversei com o presidente Temer sobre a decisão de recriar o Ministério da Cultura. O compromisso do presidente com a Cultura é pleno. A decisão de recriar o Minc é um gesto do presidente Temer no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira”, comunicou Mendonça Filho, em sua conta no Twitter.

Em apenas uma semana de governo, Temer virou alvo de críticas e protestos da população, da classe artística e de intelectuais, depois da publicação em Diário Oficial da União da extinção do Ministério da Cultura e a fusão à pasta comandada por Mendonça Filho. Nesta sexta-feira, com o objetivo de conter protestos, o presidente promoveu Marcelo Calero ao cargo de Secretário Especial Nacional de Cultura, mas o ato não arrefeceu as manifestações em diversas capitais brasileiras.

O Jornal do Brasil anunciou com exclusividade, nesta quarta-feira (18), que Temer aceitaria que o Senado recriasse a pasta por meio de emenda na reforma administrativa, mas o processo seria mais demorado que um ato da Presidência da República. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tentou demover Temer da decisão, argumentando que o impacto financeiro com a extinção da pasta é pequeno, mas o dano simbólico é grande para o governo.

O Ministério da Cultura foi criado em 1985, no governo Sarney. Antes, a área estava ligada à Educação e se chamava MEC, como era a proposta atual de Temer. No governo Collor, o Ministério da Cultura voltou a ser extinto, para ser recriado novamente no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: Jornal do Brasil

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