30 de junho de 2014 17:19

AC: Programa Água Brasil publica estudo da Pegada Ecológica

WWF-Brasil conduziu estudo que irá apoiar Estado e Prefeitura de Rio Branco a reduzir a pegada

Por Edvaldo Júnior

Na última quinta-feira, dia 26, foi apresentado o resultado do estudo da Pegada Ecológica do Estado do Acre, em Rio Branco. Trata-se de uma iniciativa do Programa Água Brasil juntamente com a Prefeitura Municipal de Rio Branco e o Governo do Estado do Acre. O estudo foi conduzido pelo WWF-Brasil com a consultoria Ecosistemas e a Global Footprint Network.

A apresentação ocorreu na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, no Horto Florestal, e contou com a presença de cerca de 60 pessoas da sociedade civil, de organizações não governamentais e do setor público.

A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia de um lado o consumo e do outro a capacidade de recursos naturais disponíveis no planeta. A Pegada Ecológica de um país, cidade ou pessoa corresponde ao tamanho das áreas produtivas de terra e mar necessárias para sustentar determinado estilo de vida. É uma forma de traduzir, em hectares, a extensão de território que uma pessoa ou uma sociedade “usa”, em média, para se alimentar, morar, se locomover, etc.

“O estudo terá o papel de ser uma ferramenta de gestão ao Governo do Estado e à Prefeitura Municipal de Rio Branco no planejamento urbano e na revisão das contas públicas para incentivar a população a rever seus hábitos de consumo e para estimular empresas a evoluir em suas cadeias produtivas, levando a uma redução do impacto sobre o meio ambiente a médio e longo prazo”, explica Gustavo Lemos, coordenador do eixo de Cidades Sustentáveis do Programa Água Brasil, pelo WWF.

Os resultados mostram que a pegada média do acreano é de 2,34 hectares globais per capta, 0,5 hectares globais acima da biocapacidade mundial (1,8gha/cap). Isso significa que, se todas as pessoas do planeta consumissem de forma semelhante aos acreanos, seriam necessários 1,3 planetas para sustentar esse estilo de vida. Embora a Pegada Ecológica do cidadão acreano seja maior que a biocapacidade planetária, ela é 20% menor que a do brasileiro, que é de 2,9 hectares globais por habitante, e 13% menor que o cidadão médio mundial.

Os recursos ecológicos, que são os recursos naturais, de Agricultura (produção de grãos, vegetais e alimentos e produtos de base vegetal) e Pastagens (produção de carne, couro, lã, gorduras e produtos de base animal) representam 61% da Pegada Ecológica dos acreanos, sendo consumidos como alimentos pela população, principalmente.

Já os recursos ecológicos de Florestas (madeira, papel, fibras, essências ?orestais), outra importante fatia (19%) da Pegada Ecológica do Acre, são consumidos pela aquisição de bens (vestuário, mobílias e artigos para o lar, artigos de recreação, livros, tabaco, etc).

“Este é um momento muito importante da parceria do Programa Água Brasil e a cidade de Rio Branco. Com os dados, poderemos elaborar novas políticas e construir um plano de ação, junto com a sociedade civil, para a mitigação de nossa pegada e, dessa forma, tornar a cidade de Rio Branco mais sustentável”, afirma Silvia Brilhante, secretaria municipal de Meio Ambiente de Rio Branco.

“Vivemos um processo de mudança de paradigmas no Acre. Temos o desafio de mudar a forma como usamos nossos recursos naturais e o estudo irá nos apoiar a fazer esta mudança”, disse Carlos Edgar de Deus, secretário estadual de Meio Ambiente.

O gerente geral do setor público do Banco do Brasil, Marcolino Rodighero, lembrou a importância de todos os parceiros do Água Brasil para as ações que estão sendo feitas na região pelo programa: “temos sempre de ter a consciência de que só construímos em parceria”.

O documento na íntegra pode ser acessado aqui.

Fonte: WWF Brasil

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