29 de maio de 2014 19:18

Controle ambiental de dragagem no São Francisco é contratado pela Codevasf

Os serviços somam investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão

Por Edvaldo Júnior

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) assinou nesta quinta-feira (29), contrato para os serviços de batimetria (quantificação do material a ser dragado) e de monitoramento ambiental visando aos trabalhos de dragagem do trecho da hidrovia do São Francisco situado entre os municípios de Ibotirama e Pilão Arcado, no Oeste baiano.

As duas primeiras etapas devem começar na segunda quinzena de junho. Os serviços somam investimentos da ordem de R$ 1,5 milhão, repassados à Codevasf por meio de termo de compromisso com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), vinculado ao Ministério dos Transportes.

Os serviços de batimetria serão efetuados em 21 trechos do rio São Francisco, ao longo de 320 km, e ocorrerão não apenas antes, mas também durante e depois da dragagem. “A batimetria é um serviço essencial, porque é através dela que conseguimos definir corretamente a quantidade de areia ou cascalho a ser retirada do fundo do rio, de modo a permitir a navegação no canal da hidrovia”, esclarece o engenheiro cartógrafo da Codevasf e fiscal do contrato de batimetria, Kauem Simões.

Já o monitoramento ambiental das ações de dragagem, conforme explica o gerente de Meio Ambiente da Codevasf, Sérgio Henrique Alves, tem o objetivo de garantir que os serviços estarão sendo feitos da forma correta, atendendo às condicionantes estabelecidas pelo órgão ambiental que autoriza as intervenções.

“Esse é um trabalho de comunicação social das atividades realizadas, de sua importância e seus impactos. Como parte das ações, será feito um
monitoramento da qualidade da água e da ictiofauna. A empresa contratada deverá comunicar isso à Codevasf, para que possamos certificar que não estejam ocorrendo quaisquer prejuízos”, salienta.

O diretor da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Eduardo Motta, reforçou a importância da comunicação com a comunidade situada nos locais onde serão feitas as intervenções. “Essa obra de dragagem é de fundamental importância e tem uma grande prioridade para as instituições envolvidas. Os técnicos da nossa equipe acompanharão todo esse trabalho, como parceiros. É necessário que tenhamos uma comunicação muito estreita com a população ribeirinha e com as organizações civis situadas nesses trechos onde vamos atuar, para que possamos deixar bem claros quais os benefícios a serem gerados”, frisou o diretor.

Escoamento de safras

O procedimento de dragagem consiste na retirada de sedimentos (areia ou cascalho) do fundo do rio nos trechos críticos à navegação, aumentando o calado (profundidade) para que as embarcações não encalhem. Com esse serviço, os trechos serão desobstruídos, o que facilitará o escoamento das safras agrícolas provenientes do Oeste baiano, principalmente soja e algodão.

O resultado do pregão eletrônico cujo objeto é o serviço de dragagem propriamente dito foi divulgado nesta quinta (29), no Diário Oficial da União. O contrato, no valor de R$ 7,1 milhões, está previsto para ser assinado ainda no mês de junho. Os serviços de dragagem também são resultado de parceria entre Codevasf e Ministério dos Transportes, por meio do DNIT.

Fonte: Codevasf

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