22 de agosto de 2014 11:39

Casamentos ao ar livre aquecem o mercado turístico

Saiba como o mercado de casamentos movimenta a economia de destinos turísticos

Por Edvaldo Júnior

O casamento é a realização de um sonho para a maioria das noivas, um desejo que pode ficar ainda mais especial tendo como cenário a paisagem bucólica de uma fazenda ou a brisa do mar. A procura por um casamento em que a natureza dá o toque de exclusividade, distante dos salões de festas tradicional, tem deslocado convidados pelos principais destinos turísticos do Brasil.

As principais praias escolhidas para a celebração do matrimônio são as do litoral norte de São Paulo, além de Búzios e Paraty, no Rio de Janeiro. Alguns destinos da região Nordeste, como a Praia dos Carneiros, em Pernambuco, e a de Arraial D’ajuda, na Bahia, realizam cerca de metade das cerimônias para noivos que não moram no estado. No campo, fazendas históricas de Minas Gerais e São Paulo, além de cenários de vinícolas e cafezais do sul do país viram a procura crescer nos últimos cinco anos, segundo um cerimonialista gaúcho especializado no segmento.

A escolha por um destino localizado, muitas vezes, a algumas centenas de quilômetros, leva os convidados a passar mais de uma noite no local. A maioria acaba se hospedando em hotéis, experimentando os restaurantes da cidade e permanecendo cerca de três dias no local, segundo a empresária Maria Convertino, que representa uma empresa especializada na organização de casamentos ao ar livre, sediada em São Paulo. A maioria (90%) acaba aproveitando para conhecer os destinos turísticos mais próximos.

“Em muitos eventos incluímos passeios de barco, mergulho, trilhas e rapel na programação, para que os convidados tenham várias opções de lazer antes e depois da festa”, disse. Segundo a empresária, os casamentos geralmente são realizados no período de baixa temporada.

Dados do IBGE mostram que o número de casamentos no Brasil cresceu 5,6% (2002) para 6,9% (2012), ano em que foram registrados mais 1.041.440 uniões no Brasil. O percentual de “recasamentos”, em que pelo menos um dos cônjuges era divorciado ou viúvo, teve um aumento ainda maior: de 13,4% (2002) para 21,8% (2012).

As cerimonias de casamentos movimentaram cerca de R$ 16 bilhões no ano passado no país. Em 2012, foram R$ 14,8 bilhões, segundo a Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais (Abrafesta), em parceria com o Instituto Data Popular.

Fonte: MTur

 

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