25 de agosto de 2014 18:22

Custos de planos de saúde sobem 16%

Índice de Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH), apurado pelo IESS, foi impulsionado, principalmente, por alta dos gastos das operadoras com internações

Por Edvaldo Júnior

Os custos das operadoras de planos de saúde com consultas, exames, terapias e internações cresceram 16% em 2013. O resultado, medido pelo Índice de Variação de Custos Médico-Hospitalares do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (VCMH/IESS), é 10,1 pontos porcentuais superior ao da inflação geral oficial do período, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 5,9%.

Segundo o superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, historicamente, o VCMH sempre varia acima da inflação oficial, tanto no Brasil quanto em países como Estados Unidos ou nos membros da União Europeia. Trata-se de um fenômeno mundial.

No caso brasileiro, diferentemente do IPCA, que capta apenas a variação dos preços dos produtos pesquisados, o VCMH/IESS também leva em conta o efeito da variação da frequência de uso dos serviços de saúde pelos beneficiários. “O que chama atenção, entretanto, é a diferença de 10,1 pontos porcentuais entre os dois indicadores. Essa é uma diferença muito grande se compararmos com a diferença desses indicadores em outros países”, observa.

Outro ponto destacado por Carneiro é o comportamento do indicador, que sofreu variação significativa ao longo do ano. No primeiro semestre de 2013, ainda que o VCMH/IESS estivesse em um patamar elevado, mostrava-se em desaceleração. A partir do segundo semestre, contudo, e mais acentuadamente a partir de setembro, o indicador voltou a acelerar fortemente.

Os gastos com internações foram novamente os principais responsáveis pelo impulso registrado ao longo do ano passado, devido ao peso que esse procedimento representa no cálculo do índice. O aumento do índice de internações se deve mais à elevação dos custos de cada procedimento do que a um incremento na frequência de uso desses serviços.

Entre os grupos de procedimentos analisados pelo VCMH/IESS, contudo, Internações é o responsável pela maior parte dos gastos das operadoras, respondendo por 61% do total. Já Exames, Consultas e Terapias respondem por 15%, 9% e 5% do total, respectivamente. Também pesa no VCMH/IESS a proporção de beneficiários com 59 anos ou mais, grupo que utiliza mais serviços de saúde. No total, essa faixa etária responde por 23,1% dos beneficiários, enquanto na população geral representa apenas 10,8%, segundo dados do Censo/IBGE de 2010.

Fonte: Ascom

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